Silagem de Grão Úmido de Milho

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No Brasil, a conservação de grãos úmidos de milho teve início na região de Castro, Estado do Paraná, em 1981. O objetivo inicial foi a alimentação de suínos. Mais tarde passou a ser empregada na alimentação de bovinos.

A silagem de grãos úmidos pode ser definida como produto de conservação em meio anaeróbio de sementes ou grãos de cereais, logo após a maturação fisiológica. Nesse momento cessa a translocação dos nutrientes da planta para os grãos, ou seja, é o ponto de maior umidade (aproximadamente 30%) em que se encontra o maior teor de amido, proteínas e lipídeos.

Silagem de Grão Úmido de Milho (continuação)

A maturação fisiológica do milho é identificada pela presença de uma camada preta na base dos grãos. Identificado o ponto de colheita, esta deve ser realizada pelo mesmo processo da colheita do milho grão seco. É importante que logo em seguida os grãos sejam moídos ou quebrados e compactados para evitar que o processo de fermentação aeróbio se inicie.

A granulometria dependerá da espécie animal que será alimentada e do teor de umidade do grão. Para suínos a moagem deve ser bem fina (peneira 8 mm) e para bovinos pode ser mais grossa, na forma de quirera. Estudos têm mostrado diferenças de digestibilidade entre grãos de milho duros e dentados ocorrendo depois do ponto de maturação, o que poderia ser um indicativo para uma moagem mais fina. À medida que há redução do teor de umidade, mais fina deve ser a moagem.

No Brasil, a conservação de grãos úmidos de milho teve início na região de Castro, Estado do Paraná, em 1981. O objetivo inicial foi a alimentação de suínos. Mais tarde passou a ser empregada na alimentação de bovinos.

A silagem de grãos úmidos pode ser definida como produto de conservação em meio anaeróbio de sementes ou grãos de cereais, logo após a maturação fisiológica. Nesse momento cessa a translocação dos nutrientes da planta para os grãos, ou seja, é o ponto de maior umidade (aproximadamente 30%) em que se encontra o maior teor de amido, proteínas e lipídeos.

A maturação fisiológica do milho é identificada pela presença de uma camada preta na base dos grãos. Identificado o ponto de colheita, esta deve ser realizada pelo mesmo processo da colheita do milho grão seco. É importante que logo em seguida os grãos sejam moídos ou quebrados e compactados para evitar que o processo de fermentação aeróbio se inicie.

A granulometria dependerá da espécie animal que será alimentada e do teor de umidade do grão. Para suínos a moagem deve ser bem fina (peneira 8 mm) e para bovinos pode ser mais grossa, na forma de quirera. Estudos têm mostrado diferenças de digestibilidade entre grãos de milho duros e dentados ocorrendo depois do ponto de maturação, o que poderia ser um indicativo para uma moagem mais fina. À medida que há redução do teor de umidade, mais fina deve ser a moagem.

Vale lembrar que, na prática, é com teor de umidade entre 32 e 35% que se consegue uma melhor qualidade da silagem de grão úmido. Tem-se notado que com a umidade mais baixa há a caramelização do material ensilado, podendo isso estar ligado ao tempo de estabilização da silagem. A umidade elevada indica perda, pois a maturação não foi atingida. A umidade adequada auxilia a compactação do material ensilado garantindo bons padrões de fermentação e a correta conservação do milho. A densidade do silo deve ficar em torno de 1100 a 1200 kg/m3, o equivalente a mais ou menos 18 a 20 sacas/m3. Uma pequena quantidade de sabugo, entre 2 e 5%, pode auxiliar na retenção de efluentes da massa ensilada.

Para ruminantes pode ser interessante até um pouco mais, mesmo sabendo que a FDN vai aumentar. O aumento da produção de matéria seca por hectare deve compensar esse pequeno aumento da fibra. Quando se adiciona sabugo é importante que a moagem seja fina para evitar seleção pelos animais e concentração em certas regiões do silo.

Outro ponto importante é o correto dimensionamento do tamanho do silo, para que seja feita a retirada diária de camadas de, pelo menos, 15 cm de toda a face, evitando que a exposição ao ar possibilite proliferação de bactérias aeróbias, fungos e leveduras. O tempo para estabilização da silagem de grãos úmidos é de 28 dias. O uso de inoculante acelera o processo de fermentação para 5 a 8 dias, atingindo a estabilização e aumentando a estabilidade do silo após aberto.

  • Scot Consultoria

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