Abastecimento mundial de alimentos: avicultura, suinocultura, laticínios

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No mundo, o abastecimento de carne, ovo e leite está diretamente relacionado à produção de insumos para as espécies produtoras. A alimentação é fornecida através de rações, especialmente à base de milho e soja. Em relação aos bovinos, de carne e de leite, esta dependência pode ser menor, haja vista a possibilidade que os animais têm de se alimentar com uma maior variedade de alimentos.

Entretanto, com o melhoramento genético, bovinos de leite e de corte cada vez mais dependem de alimentos mais elaborados e com maior concentração de nutrientes para também atender suas exigências nutricionais.

Assim, questões como o preço e a disponibilidade de grãos afetam diretamente a produção de carne, ovo e leite. Atualmente, o aumento da demanda por alimento pelos seres humanos, que também estimula a produção animal, faz com que haja uma competição pelas mesmas fontes de nutrientes. Homem e animal cada vez mais competem pelos mesmos insumos. Além disto, outros fatores, como mudanças climáticas e a utilização de grãos e de oleaginosas na produção de biocombustíveis, diminuem ainda mais a disponibilidade de matérias primas para a produção das rações animais.

Estes acontecimentos já estão impondo mudanças nos critérios empregados nas formulações dos animais. Entretanto, é importante lembrar que nas últimas décadas suínos e aves foram selecionados para obter um maior ganho de peso ou produção de ovos com a melhor conversão alimentar. Também é notável o aumento da produtividade das vacas leiteiras, cuja produção de leite aumentou vertiginosamente nas últimas décadas. Estatísticas do National Agricultural Statistics Service (E.U.A.) mostram que, naquele país, em 1970 a produção média por animal era de 4421 kg de leite/ano. Já em 2001, esta média quase que havia dobrado (8061 kg/vaca/ano) (Cassell, 2001). Normalmente, nos programas de seleção, as dietas empregadas são concentradas, ricas em energia e nos principais nutrientes.

Com o aumento do custo da energia, as propostas de seleção até aqui empregadas, quem sabe, deverão ser revistas. Porém, diminuir a energia das dietas usando a mesma base genética inevitavelmente proporcionará uma perda de resultados zootécnicos. Assim, o dilema que fica é: continuar fazendo dietas mais caras para não comprometer o desempenho zootécnico dos animais ou fazê-las mais baratas, comprometendo este desempenho? O que é mais econômico?

Certamente, esta adequação a nova realidade não acontecerá imediatamente através da genética, pois qualquer alteração na base de seleção, dependendo da espécie e do propósito, poderá demorar qualquer período acima de cinco anos. Portanto, a consequência imediata deste novo momento é que estamos vivendo uma situação antes não imaginada e que nos obrigará, como nutricionistas ou especialistas em produção animal, a ser mais criativos, mais focados em resultado econômico, esquecendo alguns dos paradigmas do passado, dando espaço para novos paradigmas técnicos.

Consumo de produtos de origem animal e produção de animais

Nos últimos anos tem ocorrido uma grande expansão da produção agropecuária, em decorrência da crescente demanda de alimentos pela população. De um modo geral, esta demanda crescente de alimentos é consequência do crescimento populacional, do aumento da renda média da população e da urbanização. Em alguns países em desenvolvimento, há outros fatores como o desenvolvimento de alguns setores de mercado. Na China, por exemplo, houve um aumento na diversidade de produtos lácteos nos últimos anos, o que aumentou ainda mais a demanda por leite.

A Organização das Nações Unidas (ONU) projeta um crescimento médio de 78 milhões de pessoas por ano, o que poderá se traduzir em 8 bilhões de seres humanos no planeta até 2030. Ainda, o conhecimento da distribuição geográfica destes consumidores será importante para localizar onde estará a demanda de carne e leite e, portanto, de rações animais. Nos próximos anos, haverá um bilhão a mais de consumidores de carne, ovo e leite em países emergentes, incluindo a China e a Índia. Projeta-se que a demanda global de produtos destinados aos animais dobre nas próximas duas décadas (Feed International, 2008).

Especificamente em relação aos alimentos de origem animal, observa-se notável expansão da produção e do consumo destes gêneros nas últimas décadas. Na Tabela 1 está demonstrado o que ocorreu com o consumo das carnes de suínos e de aves da década de 80 até 2000/2002. Na mesma tabela, está projetado o crescimento para 2010, em percentual, considerando a produção e o consumo em 2000/02 como sendo 100%.

Tabela 1. Produção e consumo mundial de carnes de suínos e de aves (em milhões de toneladas métricas).

Adaptado da * European Commission (2006).

De 1981 a 2003, o consumo mundial de leite saltou de 190 para 290 milhões de toneladas. A Tabela 2 mostra o crescimento da produção dos principais produtos de origem láctea (queijo, manteiga, leite em pó desnatado e leite em pó integral), bem como a projeção de crescimento para 2010.

Tabela 2. Produção e consumo mundial dos principais derivados lácteos ( em milhões de toneladas métricas).

Adaptado da * European Commission (2006).

Também tem o consumo de ovos, que saltou de 25,1 para 54,2 milhões de toneladas de 1981 a 2003 (FAO, 2008). Assim, nas últimas décadas, para atender este aumento de demanda, a população de animais criados com fins comerciais também teve que aumentar, conforme mostra a Tabela 3. Na tabela, o destaque é o aumento da população de aves, que cresceu quase três vezes. Este crescimento se deve ao fato do aumento do consumo de carne de frango no mundo, sobretudo em meados da década de 90 (European Commission, 2006).

Tabela 3. Número de animais criados comercialmente no mundo (milhões de cabeças).

Adaptado de FAO (2008)

* Somadas as populações de bovinos de leite e corte. Destes, em torno de 129 milhões de cabeças correspondem a bovinos de leite, em 2007 (ANUALPEC, 2007)

** Compreende somente galináceos.

Produção Mundial de Ração

Com todo este panorama de expansão da necessidade de alimentos de origem animal para a população mundial, e o consequente aumento do número de animais empregados para produção alimentícia, em 2007 a produção mundial de ração seguiu o crescimento shaping tomorrow’s nutrition esperado. Fatores negativos como o aumento nos preços dos ingredientes e alguns surtos de doença não foram suficientes para afetar este aumento de produção. Há estimativas de que, em 2008, a produção de rações aumentará ainda mais 3,5% (Feed International, 2008). O Gráfico 1 ilustra bem esta tendência de crescimento na produção de ração nos últimos anos, chegando a 680,4 milhões de toneladas métricas em 2007.

Gráfico 1. Produção anual de ração (em toneladas métricas).

Feed international, 2008.

O volume de produção de ração nos 10 maiores produtores (em ordem decrescente de produção - EUA, EU, China, Brasil, México, Japão, Canadá, Rússia, Coréia e Tailândia) correspondeu a 81% de toda a quantia produzida mundialmente durante o ano de 2007 (Feed International, 2008).

No Brasil, houve a produção de 54 milhões de toneladas de ração, valor que poderá alcançar 59 milhões, no ano de 2008 (Sindirações, 2008). A indústria de alimentação animal da China está avaliada, atualmente, em 40 bilhões de dólares, e está crescendo aproximadamente 25% ao ano. Estima-se que a produção anual de ração cresceu, desde 2006, 3% ao ano, chegando, em 2007, a produzir 84 milhões de toneladas.

Na Rússia, também houve expressivo crescimento em 2007 (6%). Ainda, outras potências emergentes da indústria de rações podem ser consideradas, tais como a Indonésia e o Vietnã, com grande crescimento projetado para as próximas décadas, enquanto que os EUA obtiveram um discreto crescimento de 1,5% (Feed International, 2008).

Apesar deste crescimento da indústria de rações, em decorrência do aumento da população de animais criados comercialmente no mundo, um sério problema enfrentado pela indústria é o aumento e a volatilidade dos preços das principais matérias-primas para as rações (os grãos), bem como a disponibilidade mundial que, se nada mudar, continuará cada vez sendo menor.

Isto pode ser considerado um fenômeno multifatorial, concorrendo para tanto, fatores como o aumento na demanda e na diminuição do suprimento, ou mesmo na interrupção da produção destes produtos (geralmente por fatores relacionados ao clima, recursos hídricos, mudança nas zonas de produção e doenças), agravados por fatores políticos e econômicos de curto prazo.

Estes fatores podem ser tanto estruturais, quanto de natureza cíclica, e a contribuição de cada um deles possui um peso diferente para cada uma das commodities (European Commission, 2008). Dentro dos fatores políticos e macroeconômicos, além do aumento da população e da renda, o aumento do preço do petróleo e as movimentações financeiras no mercado de commodities vêm assumindo grande importância na utilização cada vez maior de grãos na produção de biocombustíveis. Posteriormente, este último fator será novamente abordado, pois dele vem algumas das oportunidades e estratégias para amenizar a crise do fornecimento de matérias primas para as rações animais, ou seja, a utilização de subprodutos advindos do processo de fabricação dos biocombustíveis.

Ainda devem ser consideradas as mudanças climáticas que estão ocorrendo em decorrência do aquecimento global, que devido às alterações na temperatura e nos índices pluviométricos, aumentam mais a instabilidade no fornecimento de grãos (FAO, 2008).

Disponibilidade de grão no mundo

No presente momento, o estoque mundial de grãos atingiu o menor nível, nos últimos 30 anos. Como pode ser visto no Gráfico 2, crise similar ocorreu na década de oitenta e agora se repete e persiste nestes últimos anos. O panorama da crise era outro. Naquela época era a crise da produção e hoje os estoques estão baixando pelo aumento do consumo dos grãos como alimento e o aumento do uso deles para fins não alimentícios (USDA, 2008). Para confirmar esta afirmação, na China nos últimos 10 anos a produção de grãos aumentou em aproximadamente 9% e o consumo aumentou aproximadamente 30% (USDA, 2008). Esta situação poderia ser minimizada se a produção mundial de grãos aumentasse, pelo aumento da área produzida ou pela produtividade alcançada. Entretanto, as estatísticas mostram que nos últimos 20 anos isto não tem acontecido (USDA, 2007b). Os EUA têm mantido uma produção maior do que o consumo mas isto, por exemplo, não tem ocorrido na China (USDA, 2007b)

Gráfico 2. Estoque mundial de grãos.

USDA, Circular Series FG 01-08, Janeiro 2008.

Outro aspecto que deve ser considerado é que deste estoque mundial de grãos, mais da metade é de milho e encontra-se nos EUA e na China (USDA, 2007a). Esta informação não só estabelece o risco de que os estoques continuem baixando, mas mais do que isto, que também não há uma distribuição lógica destes grãos no mundo, situação similar àquela das fontes fósseis de energia e que também terá todos os problemas de logística de distribuição (USDA, 2007b).

Assim, neste momento é importante dizer que a redução de estoque é grave, mas associada à complexidade de distribuição, torna o cenário mais complexo para países distantes das fontes de produção. No futuro, em alguns países poderá ocorrer a falta eventual de abastecimento do produto, por dificuldade de transporte e, inevitavelmente, a pecuária nestes locais ficará comprometida, afetando a disponibilidade de carne, ovo e leite nestas regiões.

Utilização de Grãos na Produção de Biocombustíveis

Com o aumento do preço do petróleo e com todas as discussões relacionadas à poluição gerada pelo seu uso, outras fontes de energia, de preferência renováveis, começaram a ser avaliadas. Com este novo cenário, parte da produção agrícola voltou a ser dirigida à produção de álcool, através de várias fontes como a cana de açúcar, o milho e os cereais de inverno. Também, através da agricultura começou a ser viabilizada a produção de biodiesel, tendo como fonte o óleo e os subprodutos de várias espécies vegetais (soja, mamona, girassol, etc.) bem como as gorduras de origem animal, como o óleo de frango, o sebo bovino e a banha suína.

Pelos indicadores internacionais, o crescimento da produção de etanol e de biodiesel é irreversível. Sendo este o caso, dois fatos novos surgem na área da produção animal. Primeiro, os consumidores de energia à base de álcool e biodiesel competirão, diretamente, com os animais pelas mesmas fontes energéticas. Segundo, a produção de etanol e biodiesel gerará resíduos que deverão ser empregados em vários processos, entre eles na alimentação animal. Como resíduos da produção do etanol destacam-se o bagaço de cana e o DDGS (dried distillers grain with solubles) e do biodiesel, o glicerol.

O uso do milho para a produção de etanol

O milho tem sido empregado em alguns países, em especial nos EUA, para a produção de etanol, havendo, entre 2000 e 2006, aumento de 75% da produção mundial do combustível. Entretanto, entre todas as alternativas disponíveis, a cana de açúcar é pelo menos duas vezes mais eficiente na produção de etanol (litros/ha), do que o milho (IEA. 2005). O que leva os EUA empregar o milho como insumo para a produção de shaping tomorrow’s nutrition etanol é a não disponibilidade em volumes significativos de outras fontes importantes para a produção de etanol.

No Gráfico 3, é possível verificar o aumento da produção de etanol ocorrida nos EUA nos últimos 25 anos, com uma projeção interessante para o aumento de produção até 2010/2011 (USDA, 2008b). Para que esta produção de etanol atinja os aproximadamente 11 bilhões de galões em 2010/2011, em torno de 30% da produção total de milho daquele país deverá ficar comprometida para este fim (USDA, 2008b). Estas estimativas são bastante consistentes, inclusive consideradas conservadoras por alguns, pois em meados de 2007 existiam, nos EUA, 128 unidades de produção de etanol e outras 85 unidades estavam em construção (USDA, 2007c). Este aumento do parque industrial forçará um aumento de demanda do milho para fins de produção de etanol.

Gráfico 3. Produção de biocombustíveis nos EUA.

HYPERLINK “http://www.fas.usda.gov/cmp/

biofuels/032207Chiapasrev.pdf - 2008” http://www. fas.usda.gov/cmp/biofuels/032207Chiapasrev.pdf - 2008. US Biofuel Developments. Fevereiro.

Com todas estas alterações no mercado de grãos e de oleaginosas, que têm seus preços internacionais aumentados, o mesmo não tem acontecido com o mercado da carne. A demanda tem aumentado mas os preços de venda não têm avançado na mesma proporção dos preços dos insumos. Neste caso, os países produtores e exportadores deverão continuar aumentando a eficiência de produção, para compensar esta não concordância entre os preços dos insumos e preço do produto final.

O uso da soja para a produção de biodiesel

Com o aumento da demanda de milho para a produção de etanol, nos EUA, a cultura mais prejudicada foi a da soja. No ano de 2006 a produção desta oleaginosa foi de 87 milhões de toneladas e este valor, em um ano caiu para 70 milhões de toneladas, ou seja, uma redução de aproximadamente 20%. Neste mesmo período, Brasil, Argentina, Paraguai, China e Índia aumentaram suas produções de soja; entretanto, este aumento não foi suficiente para compensar a diminuição americana, de modo que, entre 2006 e 2007 a produção mundial caiu de 235 para 220 milhões de toneladas (redução de 6%). Isto confirma que outros países também diminuíram suas produções de soja, buscando uma maior produção de milho (USDA, 2008d).

A produção mundial de farelo de soja, no ano de 2007 foi de aproximadamente 162 milhões, e em 2003 de aproximadamente 129 milhões. Este aumento na produção de aproximadamente 26% demonstra um aumento no consumo do óleo, para a alimentação humana e animal, e no consumo do farelo para a produção animal tecnificada. Neste período, outra vez a China liderou a alteração do cenário internacional, onde foi responsável pelo aumento do consumo de farelo em 34%. Este valor não coincidiu com aquele da importação do grão, que foi maior (80%), porque os chineses preferem importar o grão, pois necessitam dele e de seu óleo para a alimentação humana (USDA, 2008d).

Toda esta alteração do cenário do uso da soja, com finalidade para a alimentação humana e animal, também deve ser avaliada no contexto do uso parcial do óleo de soja como fonte produtora de biodiesel. De acordo com a FAO (2007), nos últimos anos a produção de biodiesel vem aumentando, o que força a procura de soja para um fim antes pouco considerado.

Uso dos resíduos da indústria de etanol e de biodiesel - DDGS

DDGS

Quando cereais são empregados na produção de etanol, o principal resíduo deste procedimento de transformação dos grãos é o DDGS (distiller´s dried grains with solubles). A sua produção corresponde a aproximadamente 30% do cereal empregado. Assim, com o aumento mundial da produção de etanol a partir dos cereais, especialmente do milho e nos EUA, a oferta de DDGS aumentará proporcionalmente ao uso dos cereais. O DDGS tem um valor regular de energia, similar ao farelo de soja, e de proteína, tendo como limitante os aminoácidos triptofano, arginina e lisina (Parsons, Baker e Harter, 1983).

Entretanto, dependendo da tecnologia empregada para a obtenção do etanol (plantas “antigas” x plantas “modernas”) a qualidade do DDGS pode ser bastante variada. Spies, Whitney e Shurson (2002) compararam a variabilidade da composição e da digestibilidade de nutrientes de DDGS provenientes de 10 plantas “modernas“ de Minnesota, EUA (oito plantas) e Dakota do Sul, EUA (duas plantas) com a composição de DDGS publicada pelo NRC (1998) e com a composição de DDGS provenientes de plantas “antigas”. Os autores identificaram que o DDGS proveniente de plantas “modernas” apresentava mais energia, fósforo, lisina, metionina e treonina do que os DDGS provenientes de plantas “antigas”.

Considerando todas as amostras, a lisina total variou de 0,72 a 1,02%, com um coeficiente de variação de 17,3%. Nas amostras, a metionina variou entre 0,49 e 0,69%, com um coeficiente de variação de 13,6%. Shurson (2002) indicou que a disponibilidade do fósforo do DDGS, proveniente de plantas “modernas”, é 90%, superior ao que está publicado no NRC (1998) (77%) e ao valor do milho (NRC, 1998) (14%). A cor do DDGS também pode estar correlacionada com a digestibilidade de aminoácidos (Fastinger e Mahan, 2006).

Também, um aspecto importante na avaliação de DDGS é a sua composição em macro e microelementos. Teoricamente, como o DDGS corresponde em aproximadamente 1/3 do valor total do milho, onde os outros 2/3 são transformados em etanol e dióxido de carbono, as concentrações de minerais deveriam ser aproximadamente três vezes àquelas do grão de milho. Entretanto, Batal e Dale (2003) analisando 12 amostras de DDGS, não encontraram esta proporção esperada especialmente para sódio, cálcio e enxofre.

Os autores também observaram variações significativas entre as amostras para manganês, ferro, cobre e alumínio.

Segundo o NRC (1998), os valores de ED e EM do DDGS para suínos são respectivamente, 3441 e 3032 kcal/kg. Entretanto, Pedersen, Boersma e Stein (2007), empregando suínos com peso aproximado de 29 kg, avaliaram 10 amostras diferentes de DDGS e observaram valores superiores àqueles do NRC (1998) e uma variação na ED de 3947 a 4593 kcal/ kg e na EM de 3674 a 4336 kcal/kg (valores expressos na matéria seca).

Os autores sugeriram para ED e EM valores médios de 4140 e 3897, muito similares aos valores determinados no mesmo trabalho para o milho (ED de 4088 kcal/kg e EM de 3989 kcal/kg). Eles também identificaram que a variação de ED e EM depende dos níveis de cinzas, de extrato etéreo, de proteína bruta, de FAD e da energia bruta do DDGS.

Os autores também identificaram que a retenção de nitrogênio do DDGS foi similar a do milho. Já para digestibilidade de fósforo, o DDGS apresentou valor de 59,1% e o milho de 19,3%. Em suínos com o mesmo peso inicial, Fastinger e Mahan (2006) identificaram, em 5 fontes de DDGS de milho (com participação aproximada nas deitas de 60%), uma variação da digestibilidade ilegal aparente da lisina de 24,6 a 52,3%. DDGS com coloração mais escura apresentaram valores menores de digestibilidade. Dos aminoácidos essenciais, a lisina foi a que teve mais afetada a sua digestibilidade, quando a coloração do DDGS tornou-se mais escura.

Withney et al. (2006) estudaram o efeito da inclusão de DDGS de milho, em dietas de suínos em crescimento-terminação, no desempenho e nas características de carcaça dos animais, e observaram que inclusões de 20 e 30% comprometeram o ganho de peso diário dos animais, e 30%, a eficiência alimentar dos suínos.

Quanto às avaliações de carcaça, os autores identificaram que as dietas contendo 30% de DDGS comprometeram a espessura de lombo e a firmeza da carcaça, mas não encontraram diferenças entre os tratamentos para espessura de toucinho e percentagem de carcaça magra. A inclusão de DDGS proporcionou um aumento linear do índice de iodo da gordura da carcaça. Outras características de carcaça não foram afetadas.

Em ruminantes, o DDGS é uma boa fonte de proteínas não degradáveis no rúmen (em torno de 60% do total de proteína bruta) e de gordura, ambas relacionadas com o aumento do desempenho reprodutivo em novilhas. Engel et al (2008), usando novilhas, compararam a suplementação de casca de soja com DDGS do dia 190 antes do parto e durante a lactação.

A suplementação com DDGS promoveu uma melhora no ganho de peso em relação à casca de soja. Em ambos os tratamentos, o vigor, o peso ao nascimento, o ganho de peso e o peso ao desmame dos bezerros foram idênticos, bem como o escore de condição corporal das novilhas. O número de animais entrando em ciclo estral após o desmame foi semelhante nos dois grupos, apesar da porcentagem de novilhas se tornando prenhes ter sido maior no grupo recebendo DDGS (94 vs 84%)

Uso dos resíduos da indústria de etanol e de biodiesel - Glicerol

O aumento do preço do petróleo também estimulou a produção de biodiesel a partir de diferentes óleos como o de soja, de canola, de mamona, de girassol e de origem animal. Para 2010, o objetivo estabelecido para a Comunidade Européia é a adição de 5,75% de biodiesel nos combustíveis regulares (Piesker e Dersjant-Li. 2006). No Brasil, a lei 11.097, de 13 de janeiro de 2005, proporcionou incentivo às empresas produtoras de biodiesel e tornou obrigatória a adição de 2% de biodiesel no óleo diesel vendido no país a partir de 2008. Já em 2013, o percentual deverá ser aumentado para 5%. Esta situação exigirá a produção interna de mais de 2 bilhões de litros de biodiesel por ano (Duarte, Tobouti e Hoffman, 2006)

A mistura de uma fonte de óleo com um álcool (normalmente metanol) e um catalisador (Hidróxido de sódio ou potássio) possibilita a ruptura das moléculas de triglicerídios em metil ésteres, chamados de biodiesel, e glicerol (glicerina ou 1,2,3-propanotriol). Para cada litro de biodiesel produzido, aproximadamente 80g de glicerol são obtidos (Kerr et al., 2008). O glicerol tem mais de 1500 aplicações, desde cosméticos e produtos farmacêuticos até alimentos e outros (Piesker e Dersjant-Li, 2006). Na Comunidade Européia, o glicerol está registrado como aditivo de alimento, sem limite de inclusão (No 1831/2003) (Piesker e Dersjant-Li, 2006).

Kerr et al. (2008) mencionaram que a qualidade do glicerol obtido da reação química depende do equipamento empregado. Esta situação foi confirmada no Laboratório de Nutrição Animal, da Nutron Alimentos Ltda (Penz e Gianfellici, 2007) e as amplitudes de valores podem ser vistas na tabela 4. Nas amostras analisadas não foram avaliados os níveis de metanol residual. Entretanto, Kerr et al. (2008) também citaram a variação desta substância como também da cor do produto final. A alteração da cor depende do pigmento que tem no óleo em que o biodiesel é produzido.

Tabela 4. Níveis médios e amplitudes de análise de amostras de glicerol.

Adaptado de Penz e Gianfelicci, 2007.

O resíduo de metanol pode ser um problema, quando encontrado no glicerol. No metabolismo, o metanol se transforma em formato, que afeta o sistema nervoso central, causando vômito, severa acidose metabólica, cegueira e ação sobre o sistema motor. Nos EUA ainda não há legislação para o nível de metanol no glicerol. Entretanto há legislação para o nível de metanol na dieta, que não pode ultrapassar 150 ppm (Kerr et al., 2008). A diferença de valores de energia bruta das amostras é uma maneira indireta de estabelecer a eficiência do processo de produção de biodiesel. Quanto menor o valor de energia mais eficiente é a transformação, ficando como produto final somente glicerol e não parte de glicerol e parte de triglicerídios intactos. Também o nível de sódio do glicerol deve ser avaliado para incluí-lo como nutriente quando da formulação. Sob o ponto de vista da formulação, as variações de energia e de sódio, associadas à variação do metanol, podem ser restritivas ao uso do glicerol como alternativa para a alimentação animal.

O glicerol pode ser considerado uma fonte adequada de energia pois quando as gorduras são digeridas, normalmente são obtidas duas moléculas de ácidos graxos e uma molécula de monoglicerídio. Quando a digestão é total, são obtidas três moléculas de ácidos graxos e uma molécula de glicerol. Esta última molécula, por seu baixo peso molecular, é facilmente absorvida por difusão. Uma vez absorvido, o glicerol pode ser convertido em glicose, via gliconeogênese, ou oxidado, para a produção de energia, via glicólise e ciclo de Krebs (Robergs e Griffin, 1998). O metabolismo do glicerol predominantemente ocorre no fígado e nos rins.

O glicerol, além de ser uma fonte energética, pode ser empregado nas dietas para melhorar a qualidade dos peletes, melhorando o PDI (Groesbeck, 2002), reduzir o pó das dietas e dos suplementos minerais e vitamínicos e, pelo seu sabor adocicado, pode servir para melhorar o sabor das dietas (Piesker e Dersjant-Li, 2006).

Lammers et al. (2007a), trabalhando com leitões desmamados aos 21 dias e com 7,9 kg de peso corporal, avaliaram a inclusão de 0, 5 e 10% de glicerol em dietas isoenergéticas e isolisínicas. A inclusão de glicerol, em qualquer dos dois níveis, não comprometeu o desempenho doa animais. Kerr et al. (2008) demonstraram que inclusão de glicerol em até 10%, em dietas isoenergéticas, isoprotéicas e com os mesmos níveis de sódio, não afetou o desempenho dos animais em crescimento e terminação, não comprometeu a qualidade da carcaça e melhorou a estrutura física do produto final.

Entretanto, avaliando o valor de energia metabolizável do glicerol, Bartlet e Schenieder (2002) demonstraram que os valores de energia metabolizável do glicerol puro para frangos de corte, poedeiras e suínos variava de acordo com a sua inclusão na dieta. Os valores observados pelos autores encontramse na Tabela 5. Os autores sugeriram que esta redução da energia metabolizável ocorre por não haver reabsorção renal de glicerol, sendo o excesso excretado pela urina.

Tabela 5. Energia Metabolizável (kcal/kg) do glicerol puro em diferentes espécies.

Adaptado de Bartlet e Schneider, 2002.

Utilização de outros alimentos alternativos.

A substituição do milho e da soja nas rações por outros ingredientes alternativos é uma estratégia utilizada em algumas situações com o objetivo de baixar os custos das dietas.

Alguns dos principais ingredientes utilizados são leguminosas, sorgo, cereais de inverno, bolacha, farelo de babaçu, gérmen de milho, farelo de girassol, canola, entre outros. No entanto, o principal problema em se utilizar tais ingredientes é o fato de serem alternativas apenas em algumas situações e em algumas épocas do ano, sendo disponíveis, na maioria das vezes, apenas localmente, em pequena quantidade e sazonalmente.

Conforme mostrado no Gráfico 3, é possível perceber que o volume de produção mundial destes gêneros é muito inferior ao do milho e da soja. Em 2007, a produção mundial de milho foi de 784,7 milhões de toneladas (FAO, 2008). O cereal cuja produção mais se aproximou do milho foi o trigo (607 milhões de toneladas). No entanto, 80% da produção deste cereal é utilizada na alimentação humana e, segundo previsões da Food and Agricultural Policy Research Institute (FAPRI) e a Organisation for Economic Cooperation and Development (OECD), o crescimento da produção de trigo estará aquém das necessidades de crescimento da população mundial e de animais, o que resultará em diminuição no seu uso para alimentação animal, projetado para os próximos 10 anos (European Commission, 2007).

Entre as oleaginosas, a canola (49,4 milhões de toneladas) foi a que teve a produção mais aproximada da soja (216,1 milhões de toneladas). Entretanto, na Europa esta oleaginosa será o principal insumo para a produção de biodiesel. Outro ponto importante é a necessidade do estabelecimento de alianças entre fornecedores destes ingredientes e o produtor da ração, já que o suprimento muitas vezes é escasso e sazonal.

Gráfico 4. Produção mundial dos principais grãos utilizados na alimentação animal em 2007: Milho (M); trigo (T); soja (S); cevada (Cev); sorgo (Srg); canola (Ca); milheto (Mt); semente de girassol (Gir); aveia (A); centeio (Cen); triticale (Trt); ervilha (Er).

FAO (2008)

Além disto, outro aspecto que devemos considerar é a variação na composição nutricional destes ingredientes, sendo necessárias análises bromatológicas e avaliação da qualidade deles.

Um exemplo disto é o farelo de trigo, um sub-produto da moagem do trigo, cuja composição bromatológica varia de acordo com a variedade dos grãos, da operação específica de moagem ou de produtos finais desejados. De maneira geral, possuem de 17 a 18% de proteína bruta (base na matéria seca). No rúmen, esta proteína possui alta degradabilidade, com valor “bypass” de apenas 23%. É considerado boa fonte de fósforo, de potássio e de alguns microminerais. Zhu et al. (1997) avaliaram a substituição parcial da fibra detergente neutra (FDN) de uma forrageira que possuia 31% deste componente nutricional por outros sub produtos (farelo de trigo, glúten de milho, e uma mistura de DDGS e milho-canjica) na dieta de vacas leiteiras em produção.

As vacas tiveram o rúmen e o íleo canulados. Na dieta controle, 71,2% do FDN vinham da forrageira, enquanto que nas dietas à base de subprodutos, este percentual foi de apenas 55% (todas as dietas eram isocalóricas e isonitrogenadas). Como resultado, os autores observaram que as dietas não afetaram a digestibilidade da matéria orgânica, nem o consumo alimentar. No entanto, a digestibilidade aparente de fibra detergente ácido (FDA) no trato entérico total foi maior para o glúten do que a mistura de DDGS e de milho canjica. A mistura ainda promoveu a queda no pH ruminal. Não houve diferença entre a concentração ruminal de ácidos graxos voláteis, a porcentagem de gordura no leite, a produção de leite e a produção de proteína microbiana.

Outro grande problema ao se utilizar dietas com alguns dos ingredientes alternativos é a presença de fatores antinutricionais. Por exemplo, na maioria dos cereais de invernos há a presença de polissacarídeos não amiláceos, que levam a diminuição no trânsito intestinal e na digestibilidade dos alimentos por aumentar a viscosidade no interior do intestino e por diminuir o aceso de enzimas digestivas ao bolo alimentar. Em frangos, estas mesmas substâncias favorecem o aumento da umidade da cama (Farrell et al., 1999). Também pode haver a presença de hemaglutinina e taninos, nas leguminosas, e sua desativação só ocorre pelo processamento dos grãos.

Rubio et al. (1990) observaram que a adição de altas concentrações de farelo íntegral de fava (250, 350 e 500 g/kg) na dieta de frangos de corte de 1 a 4 semanas de idade, em comparação com dietas à base de milho e farelo de soja, levou a diminuição do ganho de peso, do consumo alimentar e da conversão alimentar. A partir de 350 g/kg de inclusão da leguminosa, passaram a observar um aumento no peso do intestino e do pâncreas. Também verificaram um aumento no trânsito intestinal a partir de 500g/kg.

A adição de quantidades menores (125g/kg) não afetou o desempenho e a morfologia intestinal dos frangos. Além disto, os autores observaram que há fatores anti-nutricionais presentes também no cotilédone do grão, ao invés de somente na casca, e que o peso do pâncreas foi maior em aves consumindo farelo não autoclavado em relação ao autoclavado, indicando que o calor inativa os fatores anti-nutricionais do grão.

Além dos fatores antinutricionais, outros autores (Marquardt e Campbell, 1974) ainda observaram uma deficiência de aminoácidos sulfurados nesta leguminosa, o que pode levar à necessidade de suplementação por metionina, cujas fontes se encontram em falta atualmente no mercado. Entretanto, variedades desta leguminosa, com baixo tanino, vêm promovendo desempenho satisfatório em leitões (Ruurd e Beltranena, 2007).

A utilização de ingredientes alternativos muitas vezes exige a utilização de aditivos à dieta, para melhorar sua digestibilidade. Brenes et al (2003) utilizaram, para frangos de 7 a 14 dias de idade, dieta cuja fonte protéica foi unicamente tremoço doce (Lupinus albus L.), com ou sem a casca, adicionando ou não uma mistura de enzimas em cada uma destas dietas (β glucanase, hemicelulase, pectinase, endoglucanase, proteases e α-glucanases).

A grande limitação na utilização deste ingrediente é o alto conteúdo de polissacarídeos não amiláceos e oligossacarídeos. Tanto a retirada da casca (altamente fibrosa) quanto a adição de enzimas levaram a melhora estatisticamente significativa no ganho de peso, na conversão alimentar, na retenção de matéria seca, na digestibilidade proteíca aparente e na digestibilidade ileal da rafinose, da estaquiose e dos oligossacarídeos totais.

A adição de enzimas ainda promoveu um aumento na digestibilidade fecal de polissacarídeos não amiláceos, da rafinose, da estaquiose, e dos oligossacarídeos totais, em decorrência de uma ação mais prolongada destas enzimas no trato gastrintestinal. Outros autores também demonstraram melhora na digestibilidade e no desempenho de frangos alimentados com ingredientes alternativos, tais como cevada (Garcìa et al, 2008) e trigo (McCracken e Quintin, 2000), após a suplementação com carboidrases.

Conclusão

O abastecimento de carne, de ovo e de leite está inevitavelmente atrelado à disponibilidade de grãos, especialmente milho e soja, principais matérias primas para as rações animais, sobretudo os monogástricos. Entretanto, a sua disponibilidade compete com o aumento do consumo pela população humana, e pelo atual uso deles como ingredientes indispensáveis para a produção de bicombustíveis. Isto está promovendo a queda nos estoques mundiais destes grãos, diminuindo a disponibilidade para a produção de rações animais. Paralelamente a isto, fatores como o aumento populacional, o aumento da renda média e a urbanização da população, estão aumentando ainda mais a demanda por produtos de origem animal, levando, consequentemente, a uma maior demanda na produção de ração.

A utilização de outros grãos alternativos ao milho e a soja para a produção de rações pode ser uma possibilidade, apesar de alguns fatores tais como a sazonalidade na disponibilidade destes grãos, uma menor produção em relação ao milho e a soja e por ter, a maioria deles, qualidade nutricional inferior. A produção de energia a partir de cereais e do óleo, vegetal ou animal, proporcionará a disponibilidade de subprodutos, como o DDGS e o glicerol, que deverão ser usados na alimentação animal, pois os atuais usos possivelmente não serão suficientes e/ou economicamente adequados.

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  • Antônio Mário Penz Junior

    Antônio Mário Penz Junior

    Antônio Mário Penz é Doutor em Nutrição Animal pela Universidade da Califórnia - EUA, Mestre em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Diretor Técnico da Provimi América Latina.

  • Daniel Gonçalves Bruno

    Daniel Gonçalves Bruno

    Atualmente trabalha na Provimi América Latina, com pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Graduou-se em medicina veterinária na USP e fez mestrado na mesma Universidade, na área de Nutrição e Produção Animal.

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