Momento do pecuarista se prevenir para estiagem de 2015

A alimentação a pasto continua sendo a maneira mais barata e utilizada para alimentar o rebanho. Por isso, o cuidado e a iniciativa na recuperação das pastagens devem ser tomados assim que se inicia o “período das águas”. Feliciano de Oliveira, coordenador técnico estadual de bovinocultura da Emater-MG, explica que o primeiro passo é fazer uma análise da situação da pastagem. “Nas regiões montanhosas, o relevo favorece a degradação. Já no Cerrado, apesar de áreas mais planas, a fertilidade natural do solo costuma ser inferior na comparação com outras regiões. Por isso, é necessária a avaliação de um técnico para determinar qual a melhor maneira de recuperar a pastagem, que pode ser um descanso da área ou, em casos de degradação mais acentuada, ser indicado o uso de fertilizantes ou o replantio da gramínea”.

Uma das técnicas para o descanso da pastagem é o uso do pastejo rotacionado. A área é subdividida em vários piquetes e é feito um rodízio no pastejo desses piquetes. Os animais pastam em cada piquete de um a três dias e só retornam ao primeiro piquete depois de aproximadamente um mês.

Outra técnica é a integração lavoura e pecuária. O sistema consiste em consorciar a produção de grãos numa mesma área onde também se trabalha a pecuária, com o uso da pastagem. O cultivo do milho e a criação de bovinos de forma integrada possibilitam maior produção por área com sustentabilidade, porque ocorrem a renovação do solo e o aproveitamento de adubação residual de lavouras. 

Fonte: Portal Rural Centro, adaptado.

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