Demanda russa começou a movimentar o mercado doméstico de carnes

O mercado doméstico de carnes já registra os impactos causados pelo embargo russo a produtos agropecuários de países como Estados Unidos e da União Europeia. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que, além da valorização no suíno, os preços do frango resfriado subiram 16% no decorrer de agosto. 

No bovino, a oferta vem mais restrita em função da estiagem entre os meses de janeiro e março deste ano. Porém, a Rússia já é a maior importadora do setor. 

A "carcaça casada" do bovino (partes que têm carne - traseira, dianteira e ponta de agulha) teve alta de 6% no período avaliado. Com esses reajustes, os preços atuais da carcaça bovina no atacado tiveram ganhos de 26% em relação ao valor médio de agosto do ano passado. No caso do suíno, a carcaça está 23% mais valorizada e o frango inteiro resfriado, 5%.

Para o presidente da ABPA, o frango foi o maior beneficiado pela abertura da Rússia. "As aves já são as carnes mais exportadas do Brasil. Só nesse ano, foram cerca de US$ 8,5 bilhões em negócios. Para os russos, podemos embarcar mais 50 mil toneladas nos próximos quatro meses", diz.

O analista do Cepea completa enfatizando que as aves levam vantagem sobre as demais proteínas por terem um ajuste de produção mais rápido.

Fonte:  Avicultura Industrial, adaptado.

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