Importações de lácteos uruguaios é pautade discussão

A câmara setorial do leite tem se preocupado com a situação do mercado nacional perante as importações de lácteos uruguaios. E não é a toa!

Observe na figura 1 a diferença no volume importado pelo Brasil de leite em pó uruguaio no primeiro quadrimestre de 2011 e de 2012. Lembrando que 2011 já tinha sido um ano de importações em alta.

As importações de queijos foram menores nos últimos três meses. Mas influenciada pelo montante de janeiro, o volume importado no primeiro quadrimestre totalizou 1,8 mil toneladas, ou 5,5% mais que no mesmo período de 2011.

Entre leite em pó e queijos uruguaios, que são os principais produtos importados pelo Brasil, entraram 140,4 mil toneladas equivalentes litros de leite no Brasil de janeiro a abril deste ano.

Lembrando que, mesmo com a cota estabelecida para as negociações de leite em pó com a Argentina, este ainda é o país que mais exporta lácteos para o Brasil, correspondendo entre 45,0% e 55,0% das importações brasileiras nos últimos meses.

As importações de produtos uruguaios corresponderam entre 35,0% a 45,0% em 2012.

Com o dólar em patamares elevados frente ao real, as importações se tornam menos interessantes.

De qualquer forma, as importações de lácteos nestes patamares prejudicam os preços no mercado interno, desestimulando a produção nacional e investimentos por parte dos produtores.

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