Uma grande família

  • Publicado em
  • Categoria

    Suínos

  • Oferecimento

Com mais de 35 anos de tradição, a Friella coloca a carne suína na mesa dos brasileiros

Quando um negócio começa em família, a semente do amor ao trabalho vem plantada em seu DNA. Esse é o caso da Friella, cuja sede fica no município de Medianeira/PR. A vontade de
crescer impulsionou a criação de suínos no oeste do Estado, por meio de uma visão empresarial de que o sucesso do negócio depende do domínio de todas as etapas da cadeia produtiva, de um eficiente sistema de integração, de fábricas modernas e uma completa logística de distribuição.

Para uma empresa que começou abatendo dez animais – entre bovinos e suínos – por dia para suprir o hotel que o patriarca, Plínio Valiati, mantinha à época, a dimensão atual impressiona. “O abatedouro surgiu apenas porque a hospedaria precisava de uma grande quantidade de carnes para abastecer casamentos e outras festas. Desde então, o negócio cresceu significativamente”, conta um dos fi lhos de Plínio, Roque Valiati.

Os três filhos do patriarca, Daniel, Egídio e Roque, envolveram-se com a atividade quando ainda eram muito jovens. Foi a partir das ideias inovadoras dos irmãos que a empresa ganhou força para passar de um pequeno empreendimento para uma marca forte. Em 1989, a família passou a trabalhar apenas com suínos, abatendo 25 animais/dia.

Após a aquisição de um novo frigorífico, em São Miguel do Iguaçu/PR, em 1996, ampliaram suas instalações, adquiriram novos maquinários e passaram a investir na capacitação dos seus funcionários. Novos produtos começaram a ser produzidos e a qualidade foi aprimorada, o que resultou na expansão das vendas. Com isso, só faltava um nome que os fizesse lembrados por todos no mercado. Foi aí que, em meados dos anos 2000, surgiu a marca Friella.

Em 2010, a empresa inaugurou uma moderna Planta frigorífica no município de Itaipulândia/PR, o que habilitou seus produtos para exportação, ultrapassando as fronteiras do Brasil. Atualmente, são três unidades de abate, localizadas nos municípios de Medianeira, São Miguel do Iguaçu e Itaipulândia, todos no oeste do Paraná.

Ainda é preciso destacar que a Friella conta com 1300 colaboradores diretos, produzindo mais de 60 toneladas/dia de derivados de carne suína. A partir do seu Sistema de Integração, sela uma forte aliança com os produtores. A empresa repassa a eles as melhores tecnologias existentes, animais com a melhor genética, rações balanceadas, assistência técnica e veterinária, visando a eficiência, produtividade, sustentabilidade e atendendo às exigências do mercado.

Tecnologia e parceria

Em 2006, a Friella abriu a sua primeira fábrica de rações, que, em 2012, foi ampliada e totalmente automatizada. “Hoje, ela atende toda a necessidade de fomento do plantel, tanto das UPLs (Unidades de Produção de Leitões) próprias, quanto das integradas”, conta Roque. Cerca de 800 toneladas são produzidas por dia, com planejamento e controle rigorosos.

Logicamente, a presença de um grande parceiro é primordial nessa empreitada de sucesso. Desde 2010, a Nutron fornece rações direcionadas à fase de creche para os animais das UPL da Friella. “Nossa relação é de muita transparência e confiança. Procuramos estabelecer, cada dia mais, uma parceria duradoura, já que os valores das duas empresas se completam”, afirma o Coordenador Técnico Comercial da Nutron, Luiz Caimi.

A empresa conta com uma Central de Produção de Sêmen, onde estão alojados reprodutores de alto valor genético.

E o cuidado com o animal, desde o início da cadeia, também é uma constante preocupação da empresa. Atualmente são 3.500 animais abatidos ao dia, mas todos seguindo as regras do abate humanitário. Está em andamento a construção de uma nova UPL, para alojar quatro mil matrizes em 2016.

Agronegócio e consumo da carne suína

A região do oeste do Paraná é movida pelo agronegócio. Na opinião da família, embora o setor seja o responsável por alavancar o país, será necessário muito mais apoio governamental no futuro. “O Sul possui muita vontade de trabalhar. Só é preciso um pouco mais de incentivo”, afirma Roque.

No campo da produção suína, o Estado não possui problemas sanitários, mas o custo é uma questão que preocupa. Hoje, no Brasil, o preço do suíno é bastante instável.

Para a família, é preciso quebrar mitos e mudar hábitos em relação à carne suína no país. “Sendo uma das proteínas mais saudáveis, com baixos níveis de colesterol e menos gordura comparada a outras carnes, o incentivo de consumo para a proteína é fundamental”, acrescenta.

 

Este artigo está na edição 23 da Revista NT. Leia na íntegra aqui.

  • Izadora Pimenta

    Revista NT

Acompanhe
Clique e compartilhe