O modelo de sucesso da Família Schoeler na suinocultura

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Foi em 1927 que um gaúcho natural de Taquara (RS) começou a modelar o destino como empresário e empreendedor ao se mudar para Itapiranga (SC). No início, investiu em alambique; depois na suinocultura. Este empreendedor dedicado e visionário era Bertholdo Schoeler, a base patriarcal da família Schoeler.

 Na década de 1950, a suinocultura era uma atividade de subsistência para a família Schoeler. Somente a partir da década de 1980 o negócio começou a ser encarado com mais seriedade e profissionalismo. Nesse momento, Bertholdo já contava com o auxílio dos filhos Erni e Auri Schoeler.

Na virada do século, quando a suinocultura já estava consolidada, entrou em cena a terceira geração Schoeler, com Diego (filho de Auri), Maikel e Lilian (filhos de Erni). Pelo organograma atual da empresa, Diego Schoeler é o diretor geral, já Maikel é o diretor administrativo e Lilian cuida da área financeira. Os irmãos Auri e Erni passaram a atuar como sócios-conselheiros, contribuindo nas decisões estratégicas.

 As granjas são, atualmente, multiplicadoras das matrizes DB Genética Suína, concentrando suas atividades na produção de fêmeas selecionadas de alta qualidade.

A primeira unidade em Itapiranga mantinha plantel de 500 matrizes. Praticamente uma década e meia de atividades depois, a empresa já soma oito granjas com mais de 10 mil matrizes.

No total, são 240 funcionários nas unidades operacionais espalhadas pelo Paraná e Santa Catarina. Todas as granjas possuem o selo para Granjas de Reprodutores Suídeos Certificadas (GRSC), expedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA).

Foto: Texto Assessoria

A primeira expansão

O primeiro passo do ciclo de expansão da empresa ocorreu em 2005, quando os Schoeler adquiriram uma granja para 1,7 mil matrizes, em Piraí do Sul (PR). Nessa cidade fica atualmente o escritório central da empresa, que gerencia as demais unidades de produção.

Em 2009, os irmãos Schoeler partiram para a terceira aquisição, em Arapoti (PR), com o arrendamento de granja com capacidade para mais 1,1 mil matrizes. Um ano depois, novo investimento em Jaguariaíva (PR), com a quarta granja para o alojamento de mais 2,2 mil matrizes.

Em 2013, o salto maior foi dado ao celebrar parceria que resultou no arrendamento de mais quatro granjas na região de Joaçaba (SC), agregando 4,6 mil matrizes. Nessa cidade, os Schoeler preservam outro escritório para apoio estratégico das atividades operacionais.

Os investimentos não param por aí. Para 2015, está prevista a construção de uma nova fábrica de rações em Piraí do Sul, para atender as demais filiais do Paraná. O objetivo é atingir auto suficiência no fornecimento de ração, chegando a cinco mil toneladas por mês.

Seleção para produção

Entre as principais características genéticas para seleção das matrizes do Grupo Schoeler estão a avaliação fenotípica dos animais, a alta prolificidade (número de leitões nascidos nas gerações anteriores) e a precocidade no ganho de peso.

Nesse rígido processo de seleção, após as fases de desmama e creche, os animais seguem para engorda por aproximadamente 100 dias. Ao final desse período, há um rigoroso critério de seleção genética para garantir a qualidade do animal comercializado.

As matrizes avaliadas seguem para comercialização aos 150 dias de idade, quando o peso ultrapassa 100 quilos. Nesse estágio, elas são repassadas para clientes de cinco diferentes estados: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Diego Schoeler informa que as granjas dos clientes atingem a média de 34 leitões desmamados por fêmea/ano (DFA) (vencedor do campeonato Melhores da Suinocultura Agriness). Na edição realizada no ano passado, duas entre as 10 melhores granjas selecionadoras de matrizes suínas foram dos Schoeler.

“O trabalho da empresa sempre teve como foco buscar a melhor produtividade possível das matrizes. Como resultado dessa dedicação, acumulamos vários prêmios, o que atrai cada vez mais clientes”, informa Diego.

Destaque para a edição 2008/2009, quando a unidade de Piraí do Sul conquistou o 1º lugar nacional, com média acima de 31 leitões DFA (desmamados por fêmea/ano). Outras conquistas importantes: 2º lugar em 2007/2008, com a mesma granja de Piraí do Sul (33,11 leitões DFA); e 3º lugar em 2011/2012 e 2012/2013, com a granja de Itapiranga (média de 32,93 leitões DFA).

“Essa é a nossa vida. A suinocultura é a atividade que assumimos como profissão. É o que sabemos fazer e gostamos de fazer. Nossa empresa é um grande orgulho e, ao mesmo tempo, um grande desafio. Temos grandes planos para chegar ainda mais longe”, frisa Maikel Schoeler.

  • Alexandre Franco dos Santos

    Alexandre Franco dos Santos

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