Comparação de segurança e eficiência de diferentes vacinas de Rinite Atrófica

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    Suínos

A principal característica da Rinite Atrófica (RA) é a redução da taxa de crescimento devido à atrofia das cavidades nasais causadas pela toxina dermonecrótica (TDN) produzida pela Pasteurella multocida toxigênica (Van Diemen, 1994). As fêmeas suínas vacinadas contra a rinite atrófica produzem elevados níveis de anticorpos, os quais são passados via colostro para a leitegada.

O título de anticorpos contra a toxina dermonecrótica é diretamente relacionada ao grau de atrofia dos cornetos nasais (Sorensen et al., 1990) e, assim, à redução da taxa de crescimento (Nielsen, 1991). Alguns experimentos têm demonstrado que vacinas diferem na capacidade de induzir a produção de títulos homogêneos em matrizes suínas (Martens & Eggen, 2010). O objetivo desse estudo foi avaliar e comparar a segurança e eficiência das principais vacinas disponíveis na Espanha.

Materiais e métodos

O experimento foi conduzido em uma granja com plantel de 3.000 matrizes. As leitoas de reposição eram adquiridas de granjas externas e negativas para rinite atrófica, mas mesmo assim o plantel era acometido por rinite atrófica e, então, foi vacinado contra a doença.

Cinquenta matrizes primíparas foram identificadas individualmente antes de ser vacinadas contra rinite atrófica e foram aleatoriamente distribuídas em cinco grupos de 10 matrizes cada. Quatro grupos foram vacinados com quatro diferentes vacinas comerciais disponíveis no mercado e um grupo não vacinado foi usado como controle.

Previamente ao parto, quatro matrizes dos quatros grupos tratados foram vacinadas de acordo com as instruções de cada laboratório. Os grupos que eram identificados pela vacina usada foram definidos como: - Vacina A (Adjuvante de Óleo Mineral)

- Vacina B (Adjuvante de Óleo Mineral) - Vacina C (Ginseng Adjuvante)

- Porcilis® AR-T - Grupo Controle (não vacinado)

Amostras de sangue das matrizes foram coletadas em dois momentos diferentes: na aplicação da primeira dose e duas semanas após a segunda. Os soros foram testados para o nível de anticorpos contra Pasteurella multocida (PMT), com o teste de soroneutralização da toxina dermonecrótica, e contra Bordetella bronchiseptica (Bb), com o teste Blobel de microaglutinação. A segurança da vacinação foi avaliada medindo dois critérios: aferindo a temperatura corporal das matrizes 8 e 24 horas após vacinação e a partir de observação de acontecimento de reações adversas sistêmicas e/ou reações local. A eficácia foi avaliada a partir do titulo de anticorpos encontrados em cada grupo. As análises estatísticas foram realizadas pelo modelo linear geral (GLM: program SPSS 15.0)

Resultados

Segurança: Houve aborto em uma matriz do grupo vacinado com a vacina A e duas matrizes dos grupos da vacina A e da vacina C pararam de se alimentar por dois dias após a vacinação. E duas matrizes apresentavam temperatura superior a 40ºC (Gráfico 1) 24 horas após a vacinação, sendo uma matriz do grupo da vacina A e outra do grupo da vacina C.

Conclusão e discussão

A vacina Porcilis® AR-T demonstrou ser segura e ao mesmo tempo induzir alto títulos de anticorpos tanto para toxina dermonecrótica da Pasteurella multocida quanto para Bordetella bronchiseptica e, com isso, mostrou ser significativamente melhor do que as vacinas B e C (e Grupo Controle) em relação à Bordetella bronchiseptica e significativamente melhor que a vacina A (e Grupo Controle) em relação à Pasteurella multocida. Elevados níveis de anticorpos contras os dois agentes causadores da rinite atrófica, como os produzidos pelas matrizes vacinadas com Porcilis® AR-T, proporcionam menor ocorrência de atrofia dos cornetos nasais e, consequentemente, desempenho superior.

  • Carlos Cantin, J.M.Bollo, Marta Jimenez e Rut Menjón, da MSD Saúde Animal Espanha

    Carlos Cantin, J.M.Bollo, Marta Jimenez e Rut Menjón, da MSD Saúde Animal Espanha

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