Conceito digest: entenda como a eficiência alimentar é um ponto muito importante na nutrição de vacas leiteiras

Eficiência alimentar é a habilidade de a vaca transformar os alimentos ingeridos em leite. Seria como a autonomia de um carro. Quantos quilômetros meu carro faz com 1 litro de combustível? Quantos litros de leite a vaca produz consumindo um kg de matéria seca da dieta. Como alimentação das vacas leiteiras representa o maior custo de produção da atividade este número é muito importante. Mede a resposta fisiológica da vaca submetida a uma dieta e a um manejo. Também pode explicar muito da diferença e do benefício entre produtos, concentrados e minerais, com preços diferentes.

    Conceitos

  • Matéria seca (MS) – Alimento menos a quantidade de água. Alimento desidratado. Exemplo: Se a vaca consumir 50 kg de um capim que tem 78% de água a vaca ingeriu em matéria seca apenas 11 kg de alimento na matéria seca (22% MS e 78% água). 39 kg eram água. Dieta – tudo que a vaca consumiu de alimentos na matéria seca em 24 horas. Pastejo + silagem + concentrado Eficiência alimentar – Produção de leite dividido pela ingestão da dieta na matéria seca em 24 horas. Exemplo: Se um grupo de vacas produz 20 kg de leite e consumindo 15 kg de matéria seca = 20/15 = 1,33. A eficiência alimentar deste lote é 1,33. Significa que a cada 1 kg de alimentos na matéria seca que as vacas consomem se produz 1,33 kg de leite.
  • Dieta – tudo que a vaca consumiu de alimentos na matéria seca em 24 horas. Pastejo + silagem + concentrado Eficiência alimentar – Produção de leite dividido pela ingestão da dieta na matéria seca em 24 horas. Exemplo: Se um grupo de vacas produz 20 kg de leite e consumindo 15 kg de matéria seca = 20/15 = 1,33. A eficiência alimentar deste lote é 1,33. Significa que a cada 1 kg de alimentos na matéria seca que as vacas consomem se produz 1,33 kg de leite.
  • Eficiência alimentar – Produção de leite dividido pela ingestão da dieta na matéria seca em 24 horas. Exemplo: Se um grupo de vacas produz 20 kg de leite e consumindo 15 kg de matéria seca = 20/15 = 1,33. A eficiência alimentar deste lote é 1,33. Significa que a cada 1 kg de alimentos na matéria seca que as vacas consomem se produz 1,33 kg de leite.

Existem três motivos principais para se olhar para a eficiência alimentar, segundo Mike Hutjens da universidade americana de Illinois: Ferramenta de olhar econômico, maneira de avaliar fatores de manejo e monitoria da função ruminal.

Exemplo de pontos críticos afetando a eficiência alimentar em um rebanho. Dentro de um rebanho com um consumo médio de 20 kg de matéria seca e 1,5 de eficiência alimentar (EA). Simulação adaptada de uma apresentação do Dr. Mike Hutjens na Pensilvânia 2009.

    Produção do Rebanho seria = 20 x 1,5 = 30 kg de leite/vaca/dia.

  • Se contagem de células somáticas subisse de 400.000 para 500.000 no tanque =rebanho perderia 0,06 unidades de EA =20 x 0,06 - = menos1, 2 kg de leite na média do rebanho.
  • Se a temperatura média subir de 22° C para 32°C = - 0,3 unidades de EA = 20 x 0,3 = 6 kg de leite a menos na produção média do rebanho.
  • Se as vacas tiverem acidose subclínica = -0,1 unidades de EA = 2 kg de leite a menos.
  • Se as vacas começassem a caminhar 500 metros/dia da ordenha ao pastejo nas duas ordenhas = -0,07 unidades = 1,4 litros de leite a menos por vaca/dia.

Pontos que comprovadamente afetam a eficiência alimentar: Mastite sub clínica, nitrogênio uréico no leite, deslocamento dos animais, dias em lactação, digestibilidade/processamento dos carboidratos (Fibra e a fração Carboidrato não fibroso), foto período, balanceamento protéico, aditivos, estresse térmico, dias em leite, tamanho da vaca, acidose sub clínica, número de horas que as vacas deitam por dia, teor de gordura no leite, ordem de parto, condição corporal do rebanho e outras. A eficiência alimentar (E A) reflete a saúde do rúmen, qualidade dos alimentos, conforto (ambiência) e muitas outras práticas de manejo e nutrição.Metas para eficiência alimentar em um rebanho (padronizada para 3,5% de gordura):

Eficiência alimentar em pastagens tropicais

Excelente revisão do professor Flávio Portela Santos da ESALQ-USP (Santos et al. 2003) que avaliaram a produção de leite de diversos trabalhos de vacas em sistemas de produção exclusivamente em gramíneas tropicais a eficiência alimentar média foi de 0,83. Significa que para cada kg de matéria seca de pastagem tropical os animais produziram 0,83 kg de leite. O consumo total de matéria seca de pastagens foi de 10,95 kg e a produção de leite de 9,1 kg. Para a média de diversos trabalhos.

Conceito DIGEST.

A Nutron está lançando neste ano um conceito de aditivos com o nome DIG EST. Trata-se de uma associação de uma levedura viva ativa no rúmen com a monensina sódica. Este conceito fará parte de toda a família de produtos da linha, desde premix, núcleos fresh foragem, núcleos linha normais e tamponados. Toda vez que o produtor conter o nome DIG EST significa que ele é focado em aditivos que melhorem a eficiência alimentar.

Levedura ativa no rúmen melhora a eficiência alimentar em 0,1 unidades e a monensina sódica melhora a eficiência alimentar em 0,06 unidades (M Hutjens, Universidade de Illinois.)”

Benefícios da linha DIGEST.

Aumento da produção de leite em dietas de fibra alta ou restrição energética.

Pretendemos em vacas em pastejo estarmos próximos da relação de 1 kg de leite ara cada 1 kg de matéria seca de pastagem consumida. Claro que existem inúmeros fatores já comentados que irão atuar conjuntamente para atingir estes resultados.

Monensina sódica:

A observação de que rebanhos mantidos a pasto apresentaram maior resposta de produção de leite ao uso da monensina sódica é consistente com a conclusão de Ipharraguerre e Clark (2003) em relação a dietas ricas em forragem (Duffield, 2008)”.
A monensina sódica (Rumensin) aumenta a energia equivalente a fornecer mais 0,45 a 0,91 kg de milho a uma dieta. (Randy Shaver, Universidade de Wisconsin)"

Levedura viva e ativa no rúmen: dados exclusivos média dos experimentos da levedura utilizada pela Nutron.( Fonte: Lallemand)

O fornecimento de levedura viva em dietas de vacas lactação tem a probabilidade de se obter uma resposta real acima do custo da levedura em mais de 91% dos casos. Média de 51 experimentos. (Mike Hutjens).”

Mesma produção de leite consumindo menos dieta e diminuindo o custo/vaca/dia em situações de regulação química de consumo ou onde energia não é limitante. O que significa melhorar pontos de unidades de eficiência alimentar sem aumentar a produção de leite. Exemplo real. Rebanho com 35 kg de produção de leite e as vacas consumindo em média 23,1 kg de matéria seca por dia. Se após algumas mudanças nutricionais as vacas permanecerem com 35 kg de leite, consumindo agora apenas 20,9 kg de matéria seca. Eficiência alimentar inicial = 35 kg leite/23,1 kg MS ingerida = 1,51 Eficiência Alimentar posterior = 35 kg leite/20,9 kg MS ingerida = 1,67 D iferença em EA de 1,67 – 1,51 = 0,16 unidades. Diferença em consumo de alimentos = 23,1 – 20,9 = 2,2 kg de matéria seca.

Se dividirmos o consumo de matéria seca da propriedade antes da alteração na dieta pelo resultado obtido com a alteração (mesma produção consumindo 2,2 kg MS a menos) = 23,1/2,2 = 10,5 pontos de economia. Isto significa que a partir da alteração dietética a cada 10,5 vacas tem uma comendo inteiramente de graça comparado com a situação inicial.

Lucro máximo ou custo mínimo?

Lembrem-se sempre: Quem paga tecnologia são as vacas. Dêem oportunidades para que isto ocorra, vivemos do resultado do que o rebanho nos proporciona e não da economia em que deixamos de fornecer na dieta das vacas. O que não se mede não se administra. Meça o consumo dos animais, a produção de leite e avalie a condição corporal dos animais mensalmente. Podemos ter grandes oportunidades de aumentos na eficiência com estas medidas e a certeza de tomar as decisões econômicas mais assertivas para o manejo e nutrição do rebanho. Não se pode julgar dois produtos ou duas dietas ou dois manejos diferentes sem mensurar a respostas entre eles. Elas podem ser diferentes. Se você não estiver mensurando a resposta você assume que a reposta será a mesma. Será mesmo? Como no começo do texto comentei que a eficiência alimentar se compara com a autonomia de um carro, usarei este exemplo para ilustrar a definição de custo mínimo x lucro máximo:

A gasolina do posto 2 é R$0,05 por km rodado mais barato comparado com o posto1. Isto significa 14,28% mais retorno em desempenho em ser utilizada comparada com a gasolina do posto 1,que sem ser avaliado por desempenho em um primeiro momento se mostrava 8,92% mais barata.

A gasolina do posto 2 é o típico exemplo de produto de lucro máximo, onde foi avaliado o preço do combustível comparado com a performance que ele proporciona.A gasolina do posto 1 é o exemplo da opção pelo custo mínimo, quando se toma uma decisão por preço sem mensurar a performance, assumindo que todos os produtos são iguais.Não são. Deixe as vacas julgarem os produtos, afinal como se diz em uma famosa palestra de vacas leiteiras, no negócio leite somente as vacas estão sempre certas, portanto prestem atenção nas vacas !!!! São elas que mostrarão o caminho das melhores opções nutricionais e de manejo para o seu rebanho. Existe alguma dúvida que se a gasolina do posto 2 permitiu melhor desempenho ela também permitirá uma maior vida útil do motor ???

Os produtos da nutrição animal podem ser consideradas commodities para quem os compra, porém jamais serão para quem os consomem”
(Antonio Mário Penz Jr – Diretor Técnico Mundial de avicultura do Grupo Provimi)

Conheça os produtos da linha Digest. Conheça nosso check list de avaliação do manejo e a eficiência alimentar de vacas para observar todos os pontos do sistema de produção que podem estar afetando a eficiência alimentar do seu rebanho.

Digest = Alta eficiência alimentar é mais saúde no rúmen e dieta equilibrada = Vaca saudável =Mais lucro para o produtor. Linha Nova de Produtos Nutron para Bovinos de Leite. A saúde do seu rebanho é o nosso futuro. Vacas saudáveis produzem mais leite.

  • Neto Carvalho

    Neto Carvalho

    Neto Carvalho é médico veterinário, formado pela Unifenas e especializado em reprodução animal pela USP. Coordenador Técnico de Bovinos de Leite da Nutron Alimentos.

  • Renato Palma Nogueira

    Renato Palma Nogueira

    Zootecnista, Consultor Técnico de Bovinos de Leite na Nutron Alimentos

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