Brasil produzirá 1 milhão a mais de proteínas animais em 2014

O Brasil continua em alta no mercado mundial de proteínas animais. Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e com base em dados do economista Alexandre Mendonça de Barros (MB Agro), apresentado com exclusividade ao Poultry Business Exchange – evento promovido pela Cargill Alimentos  - Nutron no início do ano, nos Estados Unidos –, a produção interna de carnes (bovina, frangos e suína) crescerá em 2014, assim como a presença do Brasil no comércio internacional.

Mendonça de Barros estima que o Brasil produzirá 9,6 milhões de toneladas de carne bovina neste ano, com aumento de 5% sobre 2013. Pelos dados do economista, as exportações nacionais também crescerão (+5,5%), atingindo 1,9 milhão de toneladas. Esse desempenho não afetará o consumo interno e a demanda por habitante chegará bem perto de 39 kg/hab/ano.

Nesse cenário, o Brasil passa a representar 16,5% da oferta global de carne bovina em 2014 – estimada em 58 milhões de toneladas, pelos dados da Conab. Em termos de exportação, o país consolida sua importante participação, representando nada menos do que 22,5% do comércio global.

A carne bovina vislumbra desempenho produtivo e de negócios externos inegável, mas a avicultura de corte tem mais a comemorar. O Brasil representa nada menos do que 37% do comércio internacional, devendo vender 3,9 milhões de toneladas de carne de frangos para mais de 130 países. Em termos de produção, o país participa com fatia de 15,3% da oferta global, o que também é muito representativo.

Segundo Alexandre Mendonça de Barros, em 2014, a produção de carne de frangos deverá atingir 13 milhões de toneladas no país – crescimento de 4% sobre 2013. Mais uma vez, isso não significa abrir mão do mercado interno em favor do comércio externo. O brasileiro deve consumir mais de 46 kg/ano, superando os 45,3 kg do ano passado.

Quanto à carne suína, a demanda interna deverá subir mais um degrau, chegando a 15,5 kg/hab/ano, aponta a MB Agro. A produção brasileira chegará a 3,67 milhões de toneladas, com avanço de 4% sobre o resultado do ano anterior.

Em termos de exportações, o Brasil permanecerá evoluindo lentamente. A expectativa é que as vendas externas atinjam 538 mil toneladas, com crescimento de 4% sobre as 517 mil t de 2013. É preciso ressaltar que o comércio global de carne suína é de 7,5 milhões de toneladas/ano, o que coloca o Brasil com 3,4% desse total.

Cresce produção mundial de soja e milho

Uma boa notícia e uma não muito positiva para os consumidores de soja e milho, como os produtores de proteínas animais e as indústrias de nutrição animal.

A boa é que, de acordo com dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a oferta global de milho e soja aumentará em 2014.

Em termos de soja, a expectativa é produção mundial de 278 milhões de toneladas – crescimento de 2,6%. O sinal amarelo está no consumo. Segundo o órgão norte-americano, a previsão é demanda de 271 milhões/t contra 258 milhões/t (2013). Trata-se, assim, de avanço de 5%. A curto prazo, esse cenário mostra ligeira folga nos preços, porém aumenta a pressão sobre a produção nos próximos anos.

O destaque negativo do mercado é a China, cuja produção deve cair até 7% neste ano, aponta Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro. Os Estados Unidos – que rivaliza com o Brasil no posto de maior fornecedor mundial de soja, a oferta interna está prevista em 89 milhões de toneladas no ano – contra 83 mi/t em 2013. O avanço é de 7,2%. Para 2015, o USDA mantém estimativa de crescimento da oferta, para 96 milhões de toneladas.

Quanto ao Brasil, a área plantada de soja foi 7% maior, superando 29,5 milhões de hectares (contra 27,22 mi/ha na safra passada). Em termos de produção, o crescimento é realmente muito positivo: + 11%. Segundo a Conab, a oferta interna deve superar 90 milhões de toneladas.

A outra notícia está no cenário interno do milho. Segundo estimativas da MB Agro e USDA, o Brasil deve produzir 79 milhões de tonelada do cereal em 2014, com redução prevista de 3% em comparação com a safra anterior (81,34 mi/t). A causa principal desse recuo: as condições climáticas ocorridas na época de plantio da 1ª safra, cuja produção caiu 7%.

Porém, há boas perspectivas da produção mundial de milho, que deve aumentar 1,6% em relação à anterior. O principal agente são os Estados Unidos. A oferta norte-americana deve aumentar expressivos 29% neste ano, mostrando uma pujante recuperação em relação à derrocada da colheita passada, pesadamente afetada pelo clima. China (+6%) e União Europeia (+10%) também contribuem para o aumento da produção. Argentina está no lado negativo da balança, já que a safra deverá ficar em torno de 70 milhões de toneladas (queda de 14%).

Menor área para milho segura produção no Brasil

Os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a compilação da MB Agro apontam para redução de 3% na área plantada de milho na safra 2013/2014. No total, foram semeados 15,5 milhões de hectares. A 1ª safra foi responsável pela maior queda (6,5 milhões/ha: redução de 6%). Essa situação se reverte na redução de 3% da produção de milho no Brasil, que ficou em 79 milhões de toneladas, segundo levantamento da MB Agro.

No caso da soja, o cenário foi diferente. A área plantada aumentou 7%, atingindo 29,556 milhões/ha. Com isso, a produção 2013/2014 ficou em 90,3 milhões de toneladas com excelente elevação de 11% sobre a colheita anterior (81,46 mi/t).

 

 

 

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